quarta-feira, 23 de novembro de 2016

O Messerschmitt 163 "Komet" da Hasegawa na escala 1/32 - 3ª parte

O outro passo essencial é a montagem do motor, que basicamente inclui a câmara de combustão e os sistemas de alimentação, bem como as tubagens destinadas à saída de gases, que após montada é pintada em tons metálicos, com o corpo principal a ser em tons de cobre, e os restantes componentes em aço, ficando todo co conjunto fixo na parte da frente da fuselagem.

Com o interior e motor prontos, todo o processo de montagem é extremamento simples, bastando colar as metades da fuselagem, anterior e posterior, as asas, e as transparências do "cockpit", após o que se regularizam as zonas de colagem, antes de se proceder à pintura do modelo, num dos padrões de camuflagem específicos deste modelo, cujo perfil de missão era muito diferente de outros aviões de caça.

Os "Komet" eram pintados em cinzento, com manchas em tons de verde, nos planos superiores, abrangendo toda a zona frontal, e em azul claro na parte inferior, com os tubos e o patim de aterragem em tons de metal, enquanto o trem de aterragem era em verde escuro, mas havia pinturas bem mais originais, como os aparelhos de teste, inteiramente em vermelho, ou com padrões de outros países, que os testaram após o termo da guerra.

A Hasegawa fornece um conjunto de decalques completo e de boa qualidade, incluindo as suástica da cauda, autorizada nos longínquos anos 70, embora algo simplificadas, notando-se que faltam algumas das marcações ou sinais de aviso que eram comuns neste tipo de avião, sem que tal comprometa o resultado final, que se revela agradável e fiel ao original.

Convém dar um aspecto um pouco envelhecido ao modelo, sabendo-se que a vida dos "Komet" era particularmente dura, ficando em prontidão, ao ar livre, horas a fio, por vezes com os pilotos no interior, e realizando sucessivas missões de muito curta duração, o que implicava um enorme esforço e risco, bem como o desgaste de material e de todo o pessoal envolvido, seja na pilotagem, seja em todas as tarefas de terra, sobretudo a nível de reabastecimento.

Apesar dos seus quase 40 anos, o "Komet" da Hasegawa continua a ser um modelo interessante, reproduzindo correctamente um avião único, cuja curta carreira operacional é negligenciável, mas onde se encontra um conjunto de inovações que inspiraram numerosos projectos, sendo a base de aeronaves recentes e sofisticadas, muitas das quais estão hoje no activo.
Enviar um comentário